Crise de Pânico
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Silenciosa, crise do pânico afeta um em cada dez brasileiros



22/08/2017 - UNILUS

Em entrevista no domingo, o padre Fábio de Melo admitiu sofrer do problema

Tontura, taquicardia, falta de ar, sensação de sufocamento, medo de morrer. Quem sofre ou já passou por uma crise de pânico conhece bem esses sintomas e, se pudesse, faria de tudo para esquecer todo o sofrimento causado pela doença, considerada por especialistas como um mal dos tempos modernos.

No último domingo (20/08/17), o assunto ganhou ainda mais destaque após o padre Fábio de Melo relatar que também foi diagnosticado com a doença. Segundo ele, durante um período de crise, chegou a pensar em desistir do sacerdócio porque "não tinha mais coragem de enfrentar as pessoas". No Brasil, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que um em cada dez brasileiros sofra do problema.

Refém do medo, a publicitária Renata (nome fictício), de 35 anos, conta que atividades rotineiras, como pegar um ônibus, ou simplesmente sair de casa para uma caminhada, eram impensáveis há pouco mais de 8 anos, quando teve sua primeira crise de pânico. Ela vivia em São Vicente e passava por um momento de forte estresse no trabalho. Somado a isso, tinha acabado de se casar e se desdobrava entre as atividades no antigo emprego e em uma universidade, onde cursava pós-graduação.

“Eu sempre fui uma pessoa muito ansiosa, que sempre queria as coisas para ontem. Um dia, comecei a passar muito mal na rua, tive palpitações, tremores e achei que fosse morrer. Achavam que aquilo era estresse, mas as crises continuaram”.

'Frescura'

Passaram-se três meses até que a publicitária conseguisse, enfim, um diagnóstico correto sobre o que estava sentindo. Mas, apesar do apoio que tinha em casa para a luta contra a doença, enfrentou preconceito no ambiente de trabalho. “Existe, sim, muito julgamento. As pessoas desconhecem o problema e falam que é frescura. Eu mesma não imaginava que pudesse sofrer dessa doença”.

Após a primeira crise, segundo ela, é natural que os pacientes diagnosticados com o transtorno busquem o isolamento. “Nos primeiros meses, depois de passar mal na rua, não conseguia sair sozinha. Tinha muito pânico de subir em um ônibus, não conseguia sair sem os meus pais, ou o meu marido. Sempre precisava de uma bengala para me sentir bem”.

Ao todo, foram oito meses para que Renata se sentisse curada. Ela conta que, depois de buscar um especialista, iniciou um tratamento com florais e acupuntura e passou a praticar ioga para controlar a ansiedade.

“Depois do diagnóstico, busquei métodos alternativos para lidar com a doença. Antes, eu achava bem normal a minha vida, gostava daquela correria, só que eu não estava cuidando de mim”, conta a publicitária, que hoje dá um recado para quem também sofre com crises de pânico: “É preciso ter força de vontade. Isso uma hora terá fim e sua vida voltará a ser como antes. Você não pode se entregar".

Recuperação

Diagnosticado com a doença no final de 2013, o bancário Murilo (nome fictício), de 39 anos, comemora hoje sua recuperação. Assim como Renata, o bancário também não imaginava que os sintomas apresentados pudessem estar associados à uma crise de pânico.

“No início, meu coração disparava do nada. Eu sabia que não era normal, mas fui deixando, até que os sintomas foram ficando cada vez mais frequentes. Pensei que pudesse ser estresse, até pelo fato de trabalhar em um banco”.

Como as férias de Murilo já estavam próximas, a esperança era de que, após o período de descanso, tudo voltasse ao normal. Mas não foi o que aconteceu. “Eu cheguei a procurar um PS e como a minha pressão estava alta, fui medicado. Só que me sentia muito fraco. Procurei também um cardio, mas não acusou nada. Eu acreditava que ficaria bem depois das férias, mas não foi o que aconteceu. Tive novamente uma crise”.

E ela ocorreu no primeiro dia de trabalho do bancário. “Eu estava no metrô e comecei a passar muito mal. Comecei a suar frio, o coração disparou e decidi ir para um hospital. Lá, uma enfermeira, conversando comigo, falou que eu deveria procurar um psiquiatra”.

Após o alerta, ele decidiu procurar um especialista. Medicado, não demorou muito tempo para que as crises fossem mais cada vez mais espaçadas. A alta do especialista veio no início deste ano, quando a medicação para a ansiedade foi suspensa.

“O que posso falar para quem sofre com a doença é que tudo vai passar. É um momento ruim, mas temos que prestar atenção no que o nosso corpo diz. Tudo é questão de tempo, de refletir o que está errado na nossa vida. Eu estava querendo carregar o mundo nas costas e não é bem por aí. Tive que me reavaliar e me conhecer melhor”, conta.

Diagnóstico costuma ser tardio

Crises do pânico, segundo o médico psiquiatra Miguel Ximenes de Rezende, podem acontecer em qualquer fase da vida, mas são mais comuns no início da etapa adulta e em indivíduos que já apresentem transtornos de humor ou ansiedade.

Elas têm duração de 15 a 20 minutos, em média, e, normalmente, são acompanhadas de taquicardia, tremores, transpiração excessiva e dor no peito. Como seus sintomas são muitos semelhantes aos de um infarto, é comum que o seu diagnóstico seja tardio.

“Normalmente, a porta de entrada de um paciente com crise do pânico acaba sendo o pronto-socorro. Na segunda crise, por causa da pressão no peito, procura um cardiologista, faz uma série de exames e nada é diagnosticado. Só depois, numa terceira crise, quando não encontra uma resposta para o problema, é que procura um psiquiatra”.

Segundo o especialista, o intervalo entre uma crise e outra varia de pessoa para pessoa. No entanto, raramente, elas ocorrem em um momento de forte estresse vivido pelo paciente. “São raros os casos em que elas ocorrem no olho do furacão. Geralmente, as crises de pânico acontecem quando o paciente está relaxado”, comenta, lembrando que o isolamento é muito comum entre os pacientes que sofrem da doença. Mas ele ressalta que o problema, que pode levar a uma depressão, tem cura.

“É uma situação muito angustiante. Depois de ter a primeira crise, o medo da segunda é assustador. A pessoa vai buscando ambientes protegidos e acaba se isolando, mas costumo dizer que nas crises de pânico, os tratamentos têm começo, meio e fim".

De acordo com o médico, o tratamento, que dura em torno de um ano, tem duas abordagens. Na primeira, o psiquiatra indica medicação para tratar a ansiedade. Já na segunda, quando o paciente apresenta melhora no humor e começa a ter crises mais espaçadas, é indicada a terapia. "É basicamente dentro da terapia que ele vai descobrir a causa do que o está levando a ter as crises".


Fonte: A TRIBUNA




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